Faço de minhas turmas verdadeiras equipes de produção pensante e prática. É claro que a história da arte possui seus encantos, mas para quem é acadêmico e está querendo ouviar mais complexidades sobre o assunto.
No caso de adolescentes, é complicado por algumas razões: primeiro, por que geralmente não querem estar ali, segundo que procuram um prazer constante, nem que for dando risadas de uma tacada de boloinhas de papel e terceiro, querem inconscientemente serem ensinados de maneira dinâmica, por mais que sejam nivelados por provas e mais provas...
Bem, no meu caso é um pouco desesperador quando se fala de Arte, o que vem a cabeça deles é coisinhas fofas pra se jogar no lixo depois ou para serem admiradas e posteriormente jogadas fora.
Procuro alertá-los que toda a tecnologia está baseada na constante pesquisa pensante do ser humano em adequar-se ao ambiente que vive, suas necessidades, suas buscas incessantes... A tecnologia é filha da Arte, ainda fora das concepções atuais de arte propriamente dita e aí é que eles se assustam! Quando falo de Leonardo da Vinci, que desenhava toda a anatomia humana para descoberta de articulações, órgãos, músculos e posteriormente tentou assíduamente pôr em prática todas as suas idéias como parafusos, hélices e outras engenhocas, baseado no que o homem utiliza sempre. Enfim...tudo que temos hoje, tiramos da natureza, tudo!
É com esse princípio básico que vivencio, estudo e busco sempre toda forma de construir uma ponte entre a Arte, tecnologia, ciência, física, matemática, literatura e outras disciplinas que podem ser exploradas de formas muito dinâmicas e que por meio desses experimentos e construções, os alunos possam visualizar melhor o "osso" das produções e processos...Como? Posto aqui alguns projetos que apliquei em sala de aula e que foram bem recebidos. É claro que nem tudo são flores, dá muito trabalho, às vezes a direção escolar pode não concordar, mas procuro adequar a essa ou aquela escola, para que assim a Arte possua um papel fundamental para a vivência desses adolescentes, que estão muito plugados na velocidade das informações, mas muitas vezes não sabem como processá-las de forma mais fragmentada ou questioná-las através de outros ângulos.
Profa. Márcia Tomobe.
Renata
Sex 26 Jun 2009 17:43